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 A história de Santa Rita está intimamente ligada á conquista da Parahyba ainda no século XVI. Depois dos portugueses triunfarem com o apoio dos tabajaras sobre os potiguaras em 05 de agosto de 1585 , o próximo passo foi o de edificar agora aquela cidade, Nossa Senhora das Neves (Por conta da santa do dia), que depois sofreu várias mudanças como Filipéia de Nossa Senhora das Neves (por conta do rei da Espanha Filipe II), Frederica (no período da ocupação holandesa no nordeste) e Parahyba, palavra em tupy guarany que significa : "Rio de dificil navegação". A mudança do nome da capital para João Pessoa só ocorreu depois da morte do presidente da província e vice na chapa de Getúlio Vargas em 1930. 

 Mais, tratando-se da evolução histórica de Santa Rita, ainda em 1580 foi erigido o primeiro forte da região, o Mirante do Atalaia, o Forte Velho, que servia como ponto de observação dos portugueses para identificarem possíveis piratas franceses em busca de pau brasil. Paralelo a esta edificação, os portugueses construíram o Engenho Real Tibiry nas proximidades de onde hoje fica os bairros de Várzea Nova e Tibirí Fábrica. Era um engenho de alta tecnologia para a época, movido á água. O nome Tibiry deriva de uma tribo indígena que habitava essa região. 

 Podemos afirmar então que além de ser o segundo núcleo de povoamento mais antigo do Estado, Santa Rita é também pioneira em questão de segurança e economia, tendo chegado a quase 30 engenhos de açúcar, perdendo apenas para Pernambuco no nordeste. Ainda em questão de economia, foi a primeira cidade paraibana a receber instalação fabril. Trata- se da Companhia de Tecidos Tibiri (CTP), inaugurada em 1892 onde hoje fica A ''Praça do Povo " que na época ofereceu 260 empregos diretos, criou a Vila Operária e atraiu gente de todas cidades e estados vizinhos em busca de emprego, contribuindo para o crescimento da cidade e o surgimento dos bairros da Santa Cruz, Popular etc... o primeiro nome dado ao lugarejo foi Cumbe (Palavra de dialeto banto, de Angola, que significa " pequeno povoado ou povoado distante " ) que era um engenho que posteriormente comprado, seu proprietário, devoto de Santa Rita de Cássia, mudou seu nome para Usina Santa Rita, ainda no século XVIII, quando a santa nem havia sido canonizada. 

 Na praça central foi construída pelos capuchinhos, a Igreja Matriz de Santa Rita, em 1776. Era uma igreja para a elite branca. Em 1851 a Irmandade dos Pardos construíram a Igreja da Conceição e os pretos livres construíram a Igreja do Rosário onde hoje fica o Grupo Escolar João Úrsulo. Santa Rita passou pela condição de engenho, vila, freguesia, paróquia e finalmente foi emancipada em 19 de março de 1890, um ano após a proclamação da República brasileira. Seu primeiro interventor foi Flávio Maroja, da oligarquia açucareira. Na década de 1930, o prefeito Edgar Seaguer destruiu a igreja do Rosário e construiu onde hoje fica o Loteamento Nice. Transferiu a feira livre da praça Pedro II, hoje Getúlio Vargas para o antigo cemitério e construiu o cemitério próximo a linha férrea. 

 Dentre os muitos prefeitos que administraram essa cidade, destaco os senhores Antonio Teixeira, Morais, Eraldo Gadelha e Severino Maroja. Santa Rita é a terceira cidade em população, extensão territorial e colégio eleitoral, sendo maior produtora de abacaxi, cana de açúcar etc, é a maior detentora do patrimônio sacro do estado , possui cavernas e três ilhas ; Restinga, Stuarte e Tiriri no praia fluvial de Forte Velho. Tem como filhos ilustres André Vidal de Negreiros, líder da insurreição pernambucana, tendo expulsado os holandeses do Brasil no século XVII. Fato que fez com que D. Pedro II viesse visitar sua cidade natal. Ele também foi imperador do Maranhão e de Angola na África, levando Santa Rita para além mar. 

 Podemos destacar ainda a Dr. Martha Falcão, historiadora de ofício, aposentada pela UFPB e que dedicou sua vida a pesquisar a história de sua cidade e Héliton Santana, artista popular. Sua vida foi um legado de doação á formação cidadã, tendo sido fundador do Movimento Negro da Paraíba, do Movimento de Teatro Popular do Nordeste, da Associação de transplantados Renais dentre outros e, de ter levado sua arte : teatro, vídeo, poesias, cordéis , jornais para todo país, Europa e áfrica. O que reforça a ideia de que só amamos aquilo que conhecemos.

Valdir Lima - Professor, Pesquisador e historiador


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