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Seria 9 ou 19 ? Em verdade, a história de Santa Rita confunde-se com a
da Parahyba colonial. Conquistada em 5 de agosto de 1585, a Cidade de
Nossa Senhora das Neves surge como a terceira do País. No ano
subsequente é instalado o primeiro Engenho do Estado, o Real Tibiri
dando início ao núcleo de povoamento e a expansão econômica do Estado.
Santa Rita teve energia anterior mesmo á capital, bem como entrou no
processo de industrialização também como precursora, com a Companhia
de Tecidos Paraibana, bem como com a edificação do Mirante do Atalaia
em Forte Velho e o primeiro Distrito, Nossa Senhora do Livramento em
1813 com sua Capela em Barroco Singelo na fachada e o altar mor em
Barroco Tropical. Em se tratando da datas oficiais da nossa amada
terra, sua Emancipação dar-se no dia 09 de março de 1890 por Ato do
então Governador da Paraíba, Venâncio Neiva e publicada na Gazeta da
Parahyba. 

De acordo com o artigo publicado pela historiadora Martha
Maria Falcão de Carvalho e Moraes Santana, doutora em História e
exímia pesquisadora sobre Santa Rita, podemos assim dizer, nossa
historiadora mor, onde discorre sobre a nossa Emancipação Política em
publicação da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano,
Ano XCXIX-João Pessoa-Setembro 2007-N. 40, págs :49-57, informa que
assevera que após a Proclamação da República em 1889 e a posse do
Governador Venâncio Neiva na Paraíba marcam um movimento entre
lideranças locais como o Pároco Manuel Gervásio Ferreira da Silva (o
Padre Ferreira )e o Cel. Francisco Alves de Souza Carvalho,( Cel.
Chico carvalho ) com um abaixo-assinado com 500 assinaturas em prol de
nossa Emancipação. O pedido foi deferido através do Decreto n. 10 de
09 de março de 1990. De acordo com Santana ( 2007, p.51) :
" O Conselho de Intendência recém instalado no município de Santa Rita
teve como Presidente o antigo chefe de polícia da freguesia Antonio
Gomes Cordeiro de Melo, e como membros, o Major Bento da Costa Vilar e
o professor jubilado Amaro Gomes Ferraz, e suplentes : os senhores de
engenho - João Mello Azevedo, Antonio Manuel de Arroxelas Galvão e
Benício Pereira da Costa ". Ainda de acordo com Santana, o intendente
Antonio Gomes Cordeiro de Mello, após desentendimentos políticos com o
Cel. Chico Carvalho e o Padre Ferreira, após três meses de governo,
renunciou ao cargo.

Quanto a polêmica quanto á data real da Emancipação da Cidade, é que
durante os governos dos ex-Prefeitos Severino Maroja e Marcus Odilon,
houve uma falta de coesão no entendimento da data. O Prefeito Severino
Maroja, que esteve á frente da Prefeitura por três mandatos, sendo um
deles, de seis anos, sempre adotou a data correta. O Prefeito Marcus
Odilon, que esteve á frente da mesma por quatro mandatos, alterou a
Lei para o dia 19 de março, data da publicação da mesma. Sendo que,
uma Lei entra em vigor a partir da data de sua criação e não quando
publicada. Para desfazer de vez esta polêmica desnecessária que
confunde a população, o atual Prefeito Reginaldo Pereira junto com o
Poder Legislativo, irão modificar a Lei em vigor alterando a sua data
para o real conforma a história com fundamento nos documentos oficiais
comprovam, atestam veracidade. Quanto a Bandeira da Cidade, enquanto
historiador, sugeri ao Prefeito bem como aos legisladores da Casa
Prefeito Antonio Teixeira, que alterem as datas impressas na nossa
flâmula, atualmente assim : 1771-1890, para 1586-1890, visto que o
surgimento enquanto núcleo de povoamento data da instalação do Engenho
Real Tibiri, posterior Cumbe ( advindo do Engenho de mesmo nome, hoje
Usina Santa Rita ) e posteriormente Santa Rita, Rainha dos Canaviais,
das Águas Minerais, do Abacaxi, da Cerâmica, das Capelas Centenárias e
Terceira mais importante do Estado. 

Parabéns terra amada, berço de tantas lutas e vítima de tanto descaso histórico. Senhora absoluta de mim. Hoje entendo que fiz o curso de História para poder te elevar ao teu posto real. Aqui encerro com uma ode que fiz em tua homenagem :
E o meu coração bate em si por ti Que minha boca jamais omita Que eu não saio daqui nem pra li Por que sou louco por ti, Santa Rita.






Por Valdir Lima – Secretario de Cultura da Cidade de Santa Rita; Mestre em Ciências das Religiões; Especialista em Direitos Humanos; Graduado em História;Graduando em Arquivologia pela UFPB; Professor; Pesquisador; Ator; Poeta e Produtor Cultural; Idealizador do Projeto de Lei que criou o Conselho Municipal de Cultura de Santa Rita, do qual foi conselheiro suplente .

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